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 Comunidade Surtos Psicóticos no Orkut
 Recanto das Letras







Morrendo em vida
By Eder Couto


Todos sabem o que acontece e fingem não saber. O combustível da minha paciência está para terminar. Limites são desrespeitados por falta de observância. A covardia do seu amor se contrasta com a coragem do meu. Desejos se cruzam com sentimentos e não se consolidam. Há uma corrente lutando para me abstrair de você e estão conseguindo. Dor não mais fará parte do meu vocabulário. A longitude entre a tristeza e a alegria de um ser está em seu extremo interior. Se todos podem ser felizes porque estou padecendo por ti? Desencontro motivos para tolerar o seu descaso. Não deveria ser assim. Você sempre muda quando não estou afim. O seu choro ao me ver com outra soa como dúvida. Ensina-me a te entender.

Queria me jogar aos teus braços. Sinto que tu queres ter a certeza que gosto de ti para enfunar teu ego. Um ser pusilânime o que te faz apaixonar sem a intenção de retribuir. Não podemos nos divertir infantilmente com o sentimento de ninguém. No meu coração o seu amor será um suplício. O romance vivido ontem poderia ter sido contigo. Inexistiam impedimentos para tal. Agradeço a ela por ter tirado da minha mente problemas que naquela ocasião me afligiam. Foi maravilhoso, porém não me ajuda a te esquecer. O sofrimento estava estampado em seu rosto. Por um momento, tu sentiste o que me perturba há tempos. A diferença é que sua mágoa faz parte de mim. Pelos seus modos atinei que sofres não por me amar, mas por estar perdendo que tem ama.

Não duvide agora desse amor que me deixa atordoado. Doeu cada palavra que da tua boca saiu e adentrou em meus ouvidos. É a terceira ferida que não cicatrizará, nesses últimos dias. O amor cativado deve ser alimentado para sobreviver. Uma incógnita é o que tu és neste instante para mim. Não quer passar seus dias comigo e não me deixa gozar dos meus. A diretriz traçada pelo meu corpo é errônea. Eu ainda amo você apesar das atitudes que presenciou. Não sei o porquê e nem até quando. A verdade é que estou morrendo em vida para viver em morte. Quando eu não mais estiver aqui, lembre-se que até no paraíso esperarei por ti.



 Escrito por Eder Couto às 18h57
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Prisioneiro do amor
By Eder Couto


Tu me encarceraste ao teu amor. Coisa tão bem feita, que desejo, mas não consigo fugir. Creio que estou enclausurado em algo fictício, ilusório. Às vezes gosto de estar preso, porém não me aclimo a esta cela. Nem todos os meus movimentos são destinados a minha libertação. Tantos são os prisioneiros do amor que compartilham comigo o mesmo tormento. Cometi um delito sentimental e estou condenado a sofrer. Você é a testemunha principal deste nosso caso. Tuas palavras me absolverão da solidão.

Nessa perdição que estou é que me encontro. Afinal de contas, quem és tu para traçar meu martírio? Seria dispendioso centralizar minha dor em um único ser. Sou insignificante rastejando em frente a ti, implorando pelo teu ardor. Sinto-me um ser sem préstimo algum. Tudo, por ter em mim algo tão cordato e sincero. Desprezo a tua compaixão. Não quero e nem preciso de tuas condolências. Nesse momento de carência, qualquer amor me faria feliz. Entretanto, o meu vício és tu. O teu cheiro me debilita. Teu beijo devasso me arrepia e me estremece. Estou mergulhado em um mar de profunda solidão. Preciso respirar. Tento mas não consigo voltar à superfície.

Porque ainda estou preso a ti? Controlaste os meus pensamentos e as minhas emoções. Tenho por certo que a magia está em teu olhar, algo peculiar teu. Percebo que lês atenciosamente cada linha dos meus versos e compreendes o que digo. Quando serás que vai agir? Já mudaste drasticamente atitudes impróprias a meu ver. Contudo, ainda não me trataste somente como amigo ou como amante. Esse é o real motivo, desse ser sem importância, continuar acorrentado aos teus pés. Sou prisioneiro do teu amor e enquanto houver esperanças lutarei para me desembaraçar ou me prender mais.



 Escrito por Eder Couto às 02h05
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Romance teatral
By Eder Couto


Fico confuso a cada instante. Só Deus entende a minha ânsia. Uma aflição interna está me enfraquecendo morosamente. Prefiro a verdade à falsidade mesmo que esta venha me ferir. Se tu fazes parte de mim diga-me enquanto podes. Não mais valerá quando o teu amor me desinteressar. Luto contra um sentimento que me sufoca e estagna por não ser correspondido. Ao mesmo tempo milhares de atrizes estão entrando no teatro da minha vida querendo subir ao palco principal. A vida, a todo instante, me prega peças. Desvencilhar-me-ei de ti a cada intervalo. Não mais serás protagonista no espetáculo que é meu destino. Se quiseres um papel, não passarás de uma mera coadjuvante. Sua indefinição me faz refletir sobre os meus valores. Palavras ao vento sem sentido algum, agora formam frases extraordinárias. Tudo isso me embaralha. Teu papel está invertido.

Tu já escreveste em meu peito uma história de amor. Algo meigo, puro e doce. Tão singelo e tão tenaz. Tornei-me um obcecado por essa doce ilusão.  Admiro-te a cada conversa nossa. Tua personalidade misturou desordenadamente a apreciação que tenho por ti. Não mais exprimirei meu amor sem saber o que sentes. Guardarei tudo isso em meu peito até tu me mostrares que estou dentro do teu. Se isso um dia acontecer não caberá a mim explicar o porquê. Preciso tentar entender de que valeu a angústia dos anos que te esperei.

Estou desatando o nó que existe entre nós. Minha mente ontem ponderou cada situação que estamos vivendo. Sou uma criança muito madura e prudente para me deixar levar pelos teus dizeres. Preciso ouvir da sua boca que nada mais faz sentido e que tudo não passou de um sonho. O hilário é que possuímos as mesmas vontades, os mesmos gostos. Uma força superior nos uniu e desentendo o motivo. Explica-me o porquê dos olhares, o desejo de fuga, o coração acelerado... O tempo está se esgotando e as cortinas logo se fecharão. É você quem deve definir a tua última fala quando então voltarás a ser a personagem principal do meu romance teatral ou uma tênue expectadora.



 Escrito por Eder Couto às 10h50
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