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Solidão By Eder Couto Diante da pequenez da mente percebe-se a imensidão do mundo. O ser isola-se quando tudo se perde e prende o inimaginável na solidão. A solidão destrói a vida aos poucos. Às vezes, entregar-se ao sofrimento aproxima o corpo da fraqueza, como uma sombra. A tristeza desfalece as forças em meio aos problemas e insiste em determinar o ciclo vital. Desavindas exteriores acabam sendo fundamentais para a sobrevivência, porém, sozinho é impossível controlar o que nunca teve controle. Preocupações atormentam todos em volta, menos quem deveria estar apreensivo. Não há explicação para continuar acreditando que tudo vai passar. Talvez seja a vontade inconsciente de não se entregar, talvez o medo sombrio de perder-se O abatido se apresenta como um edifício mal construído, preste a cair. A reforma diminui o problema, entretanto não consegue esconder o que há de errado. O pior é desconhecer a causa de tanto sofrimento. Ninguém consegue reverter o desanimo com palavras. A consciência acaba trazendo a tona tudo que acontece ao redor. É notório o temor da queda nos olhos de quem deseja passar confiança. A lágrima derramada sozinho não disfarça a dor. A verdade se torna aparente independente do buraco em que se encontra. Queda ou reconstrução? Verdades ou mentiras? Suspeitas, medos ou temor! O inesperado atormenta quem vê e derruba o desavisado. Aparentemente, os motivos parecem insertos. A inobservância deixou de existir e os cuidados começam a ter importância. O papel fundamental da vida modifica-se diante do desfecho. O importante é saber que tudo passa.
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© 2004 SURTOS PSICÓTICOS. Todos os direitos reservados. Estas obras estão licenciadas. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial destas obras. Você não pode criar obras derivadas. |